Lições de vida importantes, que Santo Agostinho nos deixou.

Principal filósofo do período da filosofia conhecido como Patrística, Agostinho de Hipona ou Santo Agostinho foi um filósofo da idade média cujo trabalho ajudou a fundar as bases da filosofia adotada pela Igreja Católica, bem como levantar questões que influenciaram a toda a história posterior da filosofia.

Até Agostinho os filósofos cristãos defendiam que o fundamento e a essência da vida deveriam ser a fé, particularmente, a fé cristã. A partir da fé os homens tomariam decisões importantes em suas vidas e realizariam os julgamentos morais, para a razão era legada a atuação na vida cotidiana, em decisões menores e rotineiras. Agostinho, por outro lado, conhecedor da filosofia por traz de diversas religiões e muito bem versado em filosofia geral, buscava na razão a justificativa para a fé.

Entre os muitos tópicos nos quais trabalhou, explorou a questão da liberdade humana, na forma do livre arbítrio, defendendo que a Graça Divina seria o elemento garantidor da liberdade. Formulou ainda a doutrina do pecado original e a teoria da guerra justa.

Segundo Agostinho, os cristãos deveriam ser filosoficamente e pessoalmente pacifistas. Isto significa dizer que os cristãos deveriam defender a paz, optando por ela por princípio, sempre que possível, mas permite que, quando não for possível estabelecer a paz, faça-se a guerra. Entendeu que uma postura pacifica perante um mal que apenas poderia ser parado pela violência é um pecado, uma vez que permite a perpetuação deste mal.

Agostinho deixou um legado gigantesco, com importantes frases que, independentemente da sua religião, te farão refletir sobre o modo como você encara a vida.

Selecionamos algumas mensagens de Santo Agostinho que são verdadeiros ensinamentos, seja você cristão ou pagão.

Qual o limite do amor?

“A medida do amor é amar sem medida” – Santo Agostinho

O amor é uma daquelas coisas que não conhece o excesso. Quando o sentimento é verdadeiro e sadio, não existem motivos para medi-lo ou limitá-lo. Ame sem limites!

Não faça por fazer…

“Não basta fazer as coisas boas, é preciso fazê-las bem.” – Santo Agostinho

Para que algo dê certo – seja uma tarefa, plano ou objetivo – precisamos de determinação e comprometimento com aquilo que desejamos cumprir. A vontade é importante, mas não vale de nada sem o esforço, o empenho e o compromisso.

Por isso, coloque o seu coração em tudo o que for fazer. Não se contente em finalizar metas, mas em aprender durante o percurso e dar o melhor de si em cada novo desafio!

Aprenda a esperar para aprender

“Não há lugar para a sabedoria onde não há paciência” – Santo Agostinho

Ter paciência é uma das lições que mais custa aprender para a maioria das pessoas. Vivemos numa geração acostumada com o imediatismo das coisas. Mas, nem tudo na vida acontece no momento que você quer… Devemos aprender a esperar. Este é um dos passos mais importantes rumo à sabedoria.

Avance para as próximas páginas!

“O mundo é um livro e quem fica sentado em casa lê somente uma página.” – Santo Agostinho

O mundo é muito mais do que os seus olhos podem ver! Permita-se explorar e conhecer sentimentos, lugares e costumes que estão fora da sua “zona de conforto”.

Não viva preso no seu “cubo de vidro”, onde tudo é familiar e fácil. Vá, saia, experimente, caia e levante-se algumas vezes! Somente assim conseguirá conhecer o mundo e saber como é realmente viver nele…

A verdade (quase sempre) dói

“As pessoas costumam amar a verdade quando esta as ilumina, porém tendem a odiá-la quando as confronta.” – Santo Agostinho

A verdade nem sempre será aquilo que desejamos ouvir. Precisamos estar conscientes de que não somos perfeitos… Todos erram, mas é na tentativa de melhorar e mudar que crescemos e nos fortalecemos.

Em constante renovação

“Nada estará perdido enquanto estivermos em busca.” – Santo Agostinho

“Mesmo que já tenha feito uma longa caminhada, sempre haverá mais um caminho a percorrer.” – Santo Agostinho

Não dê nada como garantido. Por mais longa que tenha sido a busca ou a caminhada, nunca desista de continuar seguindo. Sempre há algo de novo espreitando nas esquinas da vida. Fique atento!

O que deve ser realmente importante para você

“Não andes averiguando quanto tens, mas o que tu és.

A verdadeira felicidade não consiste em ter muito, mas em contentar-se com pouco.” – Santo Agostinho

“Ama e faz o que quiseres. Se calares, calarás com amor; se gritares, gritarás com amor; se corrigires, corrigirás com amor; se perdoares, perdoarás com amor. Se tiveres o amor enraizado em ti, nenhuma coisa senão o amor serão os teus frutos.” – Santo Agostinho

As coisas nem sempre podem sair como planejamos, mas quando são feitas com os “ingredientes” certos, pode ter a certeza que tudo valerá a pena.

Três regras básicas:

“Conhece-te, aceita-te, supera-te.” – Santo Agostinho

São três etapas muito importantes que constantemente precisamos ultrapassar.

Ligações que são essenciais

“necessitamos um do outro para sermos nós mesmos.” – Santo Agostinho

Fortalecendo o que realmente vale a pena

“Preocupas-te se a árvore de tua vida tem galhos apodrecidos? Não percas tempo; cuida bem da raiz e não terás de andar pelos galhos.” – Santo Agostinho

Agostinho se refere à importância de priorizarmos e valorizarmos a nossa essência, o nosso núcleo, a nossa base. Se você tiver bons princípios, por mais que alguns ramos da sua vida se quebrem, você nunca definhará. O fator principal para a reconstrução está na sua essência!

Eliminando o mal pela fonte…

“O orgulho é a fonte de todas as fraquezas, porque é a fonte de todos os vícios”. – Santo Agostinho

As filhas da Esperança

“A esperança tem duas filhas lindas, a indignação e a coragem; a indignação nos ensina a não aceitar as coisas como estão; a coragem, a mudá-las.” – Santo Agostinho

Uma é espelho da outra

“Onde não há caridade não pode haver justiça.” – Santo Agostinho

Compartilhe com o mundo aquilo que você gostaria que fosse partilhado contigo. Por mais “feia” e “grosseira” que a humanidade possa parecer, às vezes, tudo o que precisamos para mudar as energias ao nosso redor é encher o mundo com o máximo de coisas boas.

Fonte: Pensar Contemporâneo

Eu mesmo me excluo quando percebo que minha presença não faz nenhuma diferença ali.

Talvez seja difícil percebermos quando não estamos recebendo a atenção e a importância devidas, nos lugares que frequentamos, ou quando não temos de volta nem metade do que ofertamos ao outro. Quando gostamos de alguém, queremos ser próximos, assim como temos o costume de frequentar locais que nos agradam. No entanto, nem todo mundo gostará de nós e nem em todos os lugares seremos bem recebidos.

A vida já anda tão corrida, lotados que estamos de compromissos trabalhistas, que tomam a maior parte de nossas vidas, ou seja, o pouco tempo que nos sobra para usarmos com o que quisermos não deve ser desperdiçado. Mesmo que sejam poucas horas livres, deverão ser desfrutadas junto a quem é verdadeiro, onde somos queridos e não somente tolerados. Termos consciência de que não somos unanimidade nos poupará de perder tempo com aquilo que não nos recebe de braços abertos.

A muitos, infelizmente, é difícil aceitar que nem sempre agradarão, que nem todo mundo lhes terá estima. E, quando não há reciprocidade em relação a quem nos é muito querido, tudo piora. Não adianta: aceitar-se como se é torna-se imprescindível para que se supere o que não dá certo, o que não teve volta, qualquer rejeição que apareça – e muitas aparecerão, inevitavelmente. Quando temos certeza de tudo o que somos de verdade, não nos preocuparemos com quem não gostar de nós, pois estaremos fortalecidos e procuraremos verdades na mesma medida.

Temos que nos amar o bastante, para não aceitarmos a invisibilidade em vida, para que não nos conformemos com a nossa permanência em lugares onde não somos queridos, para que não forcemos amizade, atenção, carinho e, muito menos, amor de quem mal se lembra de nossa existência. O afastamento de tudo o que nos torna invisíveis nos ajudará a sermos alguém de verdade junto a sentimentos sinceros e recíprocos.

É lógico que existirá alguém que nos amará com inteireza. É lógico que existirão lugares onde seremos recebidos com sorrisos e abraços verdadeiros. Desde que mantenhamos nossos sentimentos intactos dentro de nós, as pessoas certas, nos lugares certos, chegarão e ficarão para sempre em nossas vidas.

Fonte: RESILIENCIAMAG.COM|POR PROF. MARCEL CAMARGO

The Sound of Silence

Curtam uma outra versão, dessa musica que e’ um clássico da música mundial.

Bom final de semana!!!

Alex

Segundo semestre de 2018

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As férias acabaram e vem aí um semestre de muito trabalho e dedicação. Sempre digo que o ambiente de pré-vestibular é hostil e tem uma rotina  muito cansativa, mas é necessário abrir mão de muito, para chegar onde se deseja estar. É importante não perder de vista os seus sonhos e para isso, a sua dedicação, nesse momento, será seu grande passaporte para o sucesso. Não existem “impossíveis” para quem se dedica a uma causa com esforço e dedicação. O talento e a inteligência são uma grande ajuda, mas de nada servem se não forem acompanhados de uma enorme vontade de atingir as metas propostas.

Que este seja um semestre onde não falte a motivação, e que ao final a felicidade esteja estampada nos rostos daqueles que fizeram por merecer a vitória. Desejo um semestre de muito sucesso para todos vocês! Me coloco à disposição para o que precisarem. Usem os meus contatos nas redes sociais para o contato que desejarem. Na medida do possível, estarei atendendo-os. 

BONS ESTUDOS…

Alex

Não existem sonhos impossíveis para aqueles que realmente acreditam que o poder realizador reside no interior de cada ser humano, sempre que alguém descobre esse poder algo antes considerado impossível se torna realidade.

        (Albert Einstein)

 

Para reflexão…

Boas férias…

Paixão nos olhos…

E’ um dueto com amor nos olhos…

Top demais…

Reflexão…

Tenha um ótimo final de semana!!!

Corrupção…

 

Marco Antônio Villa

 

Luiz Hanns

Francisco: um Papa com química

Crônica publicada em português de Portugal.
Algumas notícias referem que o recém eleito Papa, Francisco, é técnico químico, outras que tem uma graduação e mestrado em química, outras, ainda, que é engenheiro químico. Analisando as notícias, em especial as do seu país de origem, a Argentina, a verdade parece ser que se formou numa escola técnica como técnico de química mas, aos 21 anos, resolveu seguir o apelo da fé e tornar-se sacerdote, tendo a sua vida tomado o rumo que o levou a Papa.

Pode ser que a formação em química de Jorge Bergoglio tenha influenciado a sua personalidade e modo de encarar o mundo, mas pode também ser o caminho normal de um jovem inteligente, filho de pais com recursos modestos. Só Francisco poderá indicar a importância que a química teve (ou tem) na sua vida. O que parece certo é que a sua eleição e atitude estão a gerar uma química (em sentido metafórico) muito favorável entre os católicos.

Embora não tenham grande relevância para a definição da sua personalidade e para a esperança que o mundo coloca em Francisco, estas notícias contraditórias espelham, infelizmente, a confusão que existe na actualidade entre química e engenharia química. Da mesma forma que não se confundem farmacêuticos, médicos e enfermeiros, embora todos estejam ligados à saúde, também não se devem confundir engenheiros químicos e químicos, embora ambos estejam ligados à química. De facto, estas duas áreas são bastante diferentes e tratam de assuntos relacionados mas não iguais, usando ferramentas muito diferentes. A química tem como tema a constituição, propriedades e transformação dos materiais ao nível das pequenas quantidades. Trata da análise e síntese de materiais que já existem, ou participa na  invenção de novos materiais (os químicos têm inventado muitos, por exemplo, novos medicamentos), quase sempre em pequenas quantidades.  A engenharia química é um ramo da engenharia que trata de produzir os materiais que já  existiam (ou foram inventados) em grandes quantidades optimizando e controlando os processos de produção industriais. Dito de outra forma, o químico preocupa-se em analisar e sintetizar os materiais e as moléculas enquanto o engenheiro químico se preocupa em produzi-los em larga escala. Claro que há químicos a fazer engenharia química e vice-versa, assim como há químicos e engenheiros que podem ser professores, mas não se devem confundir estas áreas da actividade humana sob pena de empobrecermos as duas: as actividades humanas e a química.

Nas notícias dizem também que Francisco, natural de Buenos Aires, gosta de futebol, música clássica e dos escritos de outro porteño, Jorge Luis Borges. Vem, por isso, a propósito referir alguns textos de Borges em que se cruzam fé, alquimia e química. Também estas não devem ser confundidas e Borges não o faz. A fé e a alquimia são do domínio do religioso e filosófico enquanto a química é do domínio da ciência e da técnica. Podem complementar-se mas não se excluem.

Há pelo menos dois contos de Borges em que a química aparece sob a forma de enunciados de conservação. O Livro de Areia é infinito e por isso não pode ser queimado porque criaria um fumo infinito que sufocaria a Terra. Também na Rosa de Paracelso aparece um enunciado químico de conservação, mas neste caso envolvendo também a alquimia e a fé. Trata-se de um conto que evoca, na minha opinião, uma das mais belas e profundas parábolas da Bíblia sobre a Fé e os milagres.

Um candidato a discípulo faz uma longa jornada para encontrar Paracelso. Vê os seus alambiques cheios de pó e as fornalhas apagadas. Pergunta pela rosa e Paracelso admoesta-o por ser crédulo. Exige fé ao candidato mas este espera provas. Paracelso diz-lhe que o milagre não lhe trará a Fé. Atirada a rosa ao fogo, o candidato vê apenas cinza. Afinal, segundo Paracelso, a rosa é eterna, só a sua forma muda. De facto, os átomos da rosa não desaparecem quando esta se decompõe ou arde, apenas mudam para outros arranjos moleculares, formando novas substâncias. O candidato a discípulo julga perceber e deixa de ser crédulo, mas continua sem Fé. E parte sem esperar pelo renascimento da rosa a partir das cinzas.

O Ferro e a vida

Crónica publicada em português de Portugal.

“A influência do elemento Ferro, agora, e mesmo antes de haver vida, é pelo menos tão importante como o ADN na história da própria vida”. Quem o afirmou foi o químico inglês Robert Williams num artigo publicado na revista Nature em 1990 [1].

De facto, o Ferro é elemento essencial para a produção de energia e bom estado de saúde, por exemplo, nos seres humanos. Todos sabemos que o Ferro presente na hemoglobina, existente nos glóbulos vermelhos, é essencial para o transporte de oxigênio a todas as células do nosso corpo.

A propósito, e numa outra perspectiva, diga-se que o uso do Ferro também influenciou a história da Humanidade.

Mas a importância do Ferro para a vida é muito anterior ao aparecimento desta no planeta Terra. Comecemos por identificar a origem dos átomos de Ferro no Universo.

A mais consensual teoria sobre a origem do Universo diz-nos que o Big Bang terá ocorrido há cerca de 13,8 mil milhões de anos. Os primeiros elementos atómicos a serem formados, algumas centenas de milhares de anos depois, foram o Hidrogénio (maioritariamente), o Hélio e algum Lítio. Muito depois, formaram-se as estrelas e a sua evolução levou à nucleossíntese de elementos mais pesados como o Carbono e o Oxigénio. Estima-se que 200 milhões de anos depois do Big Bang, o Universo terá entrado na “Era do Ferro”: as estrelas, atingindo um determinado estado nas suas “vidas”, começam a produzir ferro. Com o fim da vida destas estrelas, explodindo em supernovas, o Ferro, assim como muitos outros elementos, ter-se-ão espalhado pelo Universo em nebulosas. Algumas destas nebulosas terão dado origem a sistemas planetários.

Há cerca de 4,6 mil milhões de anos, ter-se-á formado o nosso Sistema Solar a partir de uma dessas nebulosas. E o Ferro terá sido fundamental para a formação planetária. No caso que nos interessa agora, refira-se que o Ferro é o elemento mais abundante no planeta Terra: é elemento maioritário dos núcleos internos e externos do centro da Terra, e é o quarto elemento mais abundante da crosta terrestre.

As propriedades magnéticas do Ferro estão na origem do campo magnético terrestre. Este campo é fundamental para proteger a Terra das partículas energéticas presentes no vento solar, assim como de outras radiações que, caso chegassem à superfície do planeta o tornariam muito pouco adequado para hospedar a vida tal qual a conhecemos. Podemos, assim e com alguma certeza, afirmar que sem a presença de Ferro não haveria vida na Terra.

Tanto quanto podemos saber hoje, as primeiras formas de vida na Terra, com vestígios fósseis conhecidos, já existiam há 3,6 mil milhões de anos. Nesta altura, a atmosfera terrestre era praticamente desprovida de Oxigénio. Curiosamente, esta atmosfera pobre em Oxigénio, associada a temperaturas de cerca de 100 graus Celsius e uma pressão inferior à actual, poderá ter permitido, segundo alguns autores, determinados ciclos de reacções químicas que produziriam energia utilizável para a síntese de substâncias hoje ditas orgânicas.

De acordo com o químico alemão Günter Wächtershäuser (1938 – ) e a sua teoria hipotética do “Mundo de Ferro-Enxofre” [2], esta química à volta de pirites de ferro, num ambiente consistido por chaminés hidrotermais nos fundos marinhos, terá estado na origem da primeira química da vida. Esta hipótese postula que uma primitiva forma de metabolismo antecedeu o aparecimento da genética na história da evolução das primeiras formas de vida unicelular.

Muito milhões de anos após, com o aumento de Oxigénio devido à actividade fotossintética de células conhecidas por cianobactérias, o Ferro, reagindo com o Oxigénio, tornou-se muito menos solúvel em água e óxidos de Ferro precipitaram-se nos fundos de lagos e mares. Isto teve um impacto na evolução da vida e na geologia do planeta. Mas estes são aspectos a desenvolver numa próxima crónica.

Referências:

[1] – R.J. Williams, Biomineralization: iron and the origin of life, Nature, 343 (1990) 213–214

[2] – G. Wächtershäuser, Evolution of the first metabolic cycles, PNAS, 87 (1990) 200–204

 António Piedade

Fonte: http://dererummundi.blogspot.com.br/search/label/qu%C3%ADmica